• Selma Mello

PERNAMBUCO É O TERCEIRO ESTADO DO NORDESTE A REGISTRAR CORONAVÍRUS.


Pernambuco confirmou os dois primeiros casos importados do novo coronavírus (Sars-CoV-2) nesta quinta-feira (12). Os pacientes são um casal, uma mulher de 66 anos e um homem de 71 com viagem recente para Roma, na Itália, segundo país com mais casos do vírus no mundo. O casal reside no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Eles retornaram para o Brasil no último dia 29 de fevereiro e foram internados em 5 de março. As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa pelo secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo. A mulher está em um hospital privado na capital pernambucana, e o homem, na UTI dessa mesma unidade de saúde - o nome do hospital não foi divulgado pela Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE). Os sintomas relatados pelo casal foram febre, tosse e problemas respiratórios. “Os casos com sintomas mais leves estão ficando em acompanhamento domiciliar. Os dois casos confirmados estão internados por conta da idade e pelo risco de uma maior complicação. O casal também está tendo uma febre persistente e está fazendo um tratamento com antibióticos, mas, do ponto de vista clínico, eles estão bem e apresentam uma boa evolução”, afirmou o chefe do Setor de Infectologia do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, Demetrius Montenegro.

Além dos dois casos confirmados, um dos 17 casos suspeitos do novo coronavírus trata-se da empregada doméstica do casal, de 47 anos, moradora do bairro do Pina, também na Zona Sul. Essa paciente teve contato direto com os dois e está em tratamento domiciliar, aguardando o resultado do teste para covid-19. Caso seja positivo, será o primeiro registro de contaminação local do novo coronavírus. Com a confirmação dos casos, Pernambuco passa a ser o terceiro estado do Nordeste a registrar o vírus, acompanhado da Bahia, com três casos, e de Alagoas, com um caso.

Em balanço divulgado na tarde dessa quarta-feira (11), a SES-PE havia informado que havia subido para 17 o total de casos suspeitos no Estado. Outros 22 foram descartados, totalizando 39 notificações desde o dia 24 de fevereiro. Segundo a pasta, todos apresentavam quadros de saúde estáveis e com boa evolução clínica.Dos 17, três estão em isolamento hospitalar em unidades de saúde. Os demais foram encaminhados para isolamento domiciliar.

"No momento, as pessoas que têm sintomas como febre acompanhada de tosse, espirro e tem histórico de viagem ao exterior ou contato com pessoas suspeitas devem procurar as unidades de saúde. É importante lembrar que no Recife a porta de entrada para os atendimentos são as unidades de atenção primária, então a população deve procurar o posto de saúde mais próximo da sua casa", declarou o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia.

Os laudos oficiais do Instituto Evandro Chagas (IEC), do Pará, ainda não foram oficialmente divulgados, mas o secretário André Longo adiantou, nesta quinta-feira, que mais sete casos foram descartados. Entre esses descartes, duas crianças.

O médico infectologista, Demetrius Montenegro, reforçou as medidas de prevenção que devem ser adotadas pela população. “A população deve manter a calma e principalmente prestar atenção nos seus atos de higiene com as mãos, isso é o que realmente vai proteger cada um de se contaminar com o coronavírus. Devemos evitar os hábitos de coçar os olhos, roer as unhas, colocar a mão no nariz e sempre lavar as mãos. É preciso criar um novo hábito de se perguntar todos os dias quantas vezes nós lavamos as mãos e pôr em prática sempre que possível”, disse.

Nesta quinta-feira (12), Pernambuco instituiu um Comitê de Operações de Emergências (COE) para coordenar os esforços em tempo real do combate ao novo coronavírus. O comitê vai realizar reuniões diárias para acompanhar o avanço do Covid-19 no estado e elaborar políticas de prevenção e assistência, com o objetivo de conter a transmissão da doença.

Questionado sobre as medidas de prevenção que serão tomadas a partir da confirmação dos casos, o secretário André Longo afirmou que Pernambuco segue as recomendações do Ministério da Saúde. “Neste momento, o grande foco ainda é na vigilância e na contenção dos casos. Na fase de incubação, provavelmente teremos que adotar outras medidas, mas, por enquanto, nós não podemos adiantar as etapas das ações. Vamos aguardar as instruções do Ministério da Saúde e, assim, lidar com esse problema de acordo com as recomendações”, disse.

Em relação a planos de suspensão de aulas e eventos, André Longo afirmou que não há nada previsto até o momento. "Ainda não há nenhuma restrição técnica por parte do Ministério da Saúde nem das secretarias municipais e estaduais para que a gente altere o calendário escolar ou cancele qualquer evento, mas essa é uma medida deste momento, não significa que futuramente isso não possa ser alterado", afirmou o secretário.



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